Minha Jornada: do Direito à edição, e por que precisei criar a Mirtô

Nem toda escolha profissional nasce de um plano claro. Muitas surgem de vivências acumuladas, paixões silenciosas e de um modo particular de enxergar o mundo. A Mirtô Editora nasceu desse processo. Não surgiu de uma ideia de mercado, mas de uma história pessoal que precisou virar escolha consciente.

Antes de tudo, eu fui leitora. Daquelas que passam horas com um livro aberto e compram mais livros do que conseguem ler. Além disso, sempre cuidei da minha biblioteca como quem guarda memória e afeto. No entanto, meu vínculo com os textos nunca foi apenas emocional.

Desde cedo, eu percebi que não lia apenas com os olhos. Eu enxergava o texto. Via a imagem das palavras, os encaixes, os ritmos e os ruídos. Por isso, revisar e preparar textos sempre foi um prazer. Com o tempo, esse olhar me acompanhou por toda a vida, mesmo quando meu caminho profissional parecia outro.

Até que tudo se conectou, enfim.

Três caminhos que me moldaram

Minha trajetória não foi linear. Ainda assim, foi coerente. Três caminhos me formaram profundamente: o Direito, a Gestão e a Espiritualidade. Cada um deixou marcas claras no modo como trabalho hoje com livros e pessoas.

O Direito: precisão, responsabilidade e ética

O Direito me ensinou uma lição que carrego até hoje: palavras não são neutras. Elas criam efeitos, constroem realidades e geram consequências. No campo jurídico, uma vírgula fora do lugar muda sentidos e compromissos. Por isso, o rigor se torna indispensável.

Nesse contexto, aprendi portanto a respeitar a precisão, a clareza e a coerência do texto. Aprendi também sobre ética, responsabilidade e autoria. Mesmo fora da carreira jurídica tradicional, esses valores nunca me abandonaram.

Hoje, eles se traduzem no cuidado com o qual pretendo tratar cada obra editorial. Eles sustentam minha defesa dos direitos do autor, da integridade intelectual e da honestidade nos processos. Afinal, editar é assumir responsabilidade sobre o que se coloca no mundo.

A Gestão: aprendendo sobre pessoas

A Gestão entrou na minha vida de forma prática. Liderar projetos e coordenar processos me colocou em contato direto com pessoas reais, expectativas diversas e conflitos inevitáveis. Com isso, aprendi que nenhum trabalho acontece no vazio.

Todo projeto editorial é inegavelmente humano antes de ser técnico. Cada autor traz sua própria história, seus medos e seu tempo. Por isso, editar um livro exige escuta, paciência e presença.

A experiência com gestão me ensinou a organizar sem engessar. Também me ensinou a conduzir processos sem apagar subjetividades. Hoje, esse aprendizado orienta meu trabalho editorial do início ao fim.

A Espiritualidade: integridade como bússola

A Espiritualidade sempre funcionou para mim como um espaço de alinhamento interno. Não se trata de dogmas, mas de propósito, consciência e coerência. Com ela, aprendi que integridade é fidelidade à essência.

Além disso, compreendi que conhecimento só faz sentido quando serve à humanidade. Todo trabalho verdadeiro deixa marcas, cria legado e ultrapassa o agora.

Na Mirtô, minha Espiritualidade orienta escolhas éticas. Ela sustenta o cuidado com os textos, com os autores e com aquilo que permanece após a publicação.

Cena aproximada de mulher lendo livro, com as pernas cruzadas, sentada no sofá.

O momento de despertar

Durante muito tempo, esses três caminhos pareceram coexistir sem convergência clara. No entanto, a vida impôs uma mudança. E ela não foi confortável.

Percebendo o vazio no mercado editorial

Em um período delicado de transição profissional, surgiu a oportunidade de editar dois livros de um grande amigo. Pela primeira vez, acompanhei todas as etapas do processo editorial, do manuscrito ao livro finalizado – e coloquei a mão na massa em tudo!

Nesse percurso, algo ficou evidente – senti que existe um vazio no mercado editorial. Muitos autores enfrentam barreiras, contratos opacos ou modelos que exigem a perda de direitos. Outros simplesmente não sabem por onde começar.

Faltava um espaço que unisse qualidade técnica, ética e humanidade. Faltava clareza, diálogo e respeito. Além disso, faltava alguém que explicasse o processo editorial sem promessas ilusórias.

Autores merecem mais

Quanto mais eu avançava nesses projetos, mais essa constatação ganhava força. Isso porque autores merecem mais do que pacotes prontos. Eles merecem escuta e soluções adequadas à sua realidade.

Cada manuscrito é único. Cada história carrega um propósito próprio. Por isso, transformar um texto em livro exige atenção, leitura cuidadosa e compromisso com o legado do autor.

Foi então que ficou claro que meu papel não se limitava à revisão. Meu trabalho era facilitar o acesso aos serviços editoriais e devolver autonomia aos escritores.

A decisão que mudou tudo

Nenhuma virada acontece sem receio. Ainda assim, algumas escolhas se impõem.

O medo e a coragem

Assumir que eu queria viver de livros exigiu coragem. Eu sei que ainda há muito a aprender. Também sei que o caminho demanda estudo constante e dedicação.

Mesmo assim, percebi que ignorar esse desejo seria uma forma de abdicação pessoal. O medo existia, mas a convicção era maior. Por isso, escolhi seguir.

Nascendo a Mirtô

A Mirtô Editora nasceu desse encontro entre história pessoal, escolha profissional e propósito. Ela surgiu para cuidar do texto, do autor e do que permanece após a publicação.

Afinal, aqui, cada projeto é analisado individualmente, cada autor mantém seus direitos e cada livro é tratado como gesto de permanência e construção de legado.

Por que cada detalhe importa

Na Mirtô, nada é genérico. Cada decisão importa.

Qualidade como integridade

Para mim, qualidade não é aparência. Qualidade é integridade. Ela envolve coerência, clareza e respeito pelo leitor.

Editar significa lapidar sem apagar a voz autoral. Significa melhorar sem invadir. É um trabalho silencioso, mas essencial.

Liberdade como direito

Liberdade editorial não é privilégio. É direito. Autores não precisam abrir mão de suas obras para publicá-las.

Por isso, a Mirtô existe para garantir processos honestos, transparentes e respeitosos.

Para Você

Se você chegou até aqui, talvez carregue uma história pedindo para ser lida. Um livro não é apenas um produto. Ele é um gesto de legado.

Toda história merece ser contada!

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